quarta-feira, 8 de abril de 2009

Manifesto retornável

Depois de algum tempo na inércia inconsequente dos tempos de professor obsoleto, obtuso, oblíquo e omisso, retorno à blogosfera para continuar fazendo nada. Nada sobre nada, e é isto que me consome, que me consola, que me conduz. Fazer o nada, a antipoesia, a maldição poética dos nossos novos tempos, fazer o que se deve e o que não deve, desfazer e desfazer-se. desfazendo-nos na ignorância terrivel da vida humana.
Prefiro fazer ouvir sambas, sobre nadas e infinitos. Humanos são muito humanos. Poesias são muito poesias e as escolas seguem recapitulando, recapiando, ratificando as palavras do Mário, o de Andrade macunaímico, de que a escola é apenas a pena na imbecilidade de muitos e o orgulho de poucos, é nada, nada vezes nada ao quadrado. e ficamos assim, cada um no seu quadrado, ainda que o quadrado seja um só, na igualdade absurda e adstringente.
Vou fazer um samba antipoético, propagar a antipoesia, a antiarte, a antihumanidade, e fodam-se todos os ismos, lirismos. Eu sou egoísta, eu sou ego, antiartista. Não venha me dizer que estou enganado, que eu estou por fora. Estou in e estou out, EU SOU IN E OUT, dentro e fora, centro-centripeta-centrifuga. Eu sou o que sou e vou mudar, pra melhor ou pra pior. E não quero nem saber.
Poesia é um estado de alma, de raiva, de amor, de revolta, de devassidão. Poesia é nada. E nada é tudo.
Poesia = falta do que fazer = picaretagem = poetas falidos = prolixidade = nada x nada.
Poesia = manifesto = devassidão = tudo x tudo = bobagem = antipoesia = #@*

1 comentários:

Ágata disse...

Você também trabalha ou só mexe com isso?