terça-feira, 25 de março de 2008

Pretensão

Ilumino-me











Me disperso

*Com permissão de Ungaretti:
"M'ilumino
d'immenso"

quarta-feira, 19 de março de 2008

OS AMIGOS DA VERDADE

43

"Serão amigos da 'verdade' esses filósofos do amanhã? Possivelmente, pois todos os filósofos foram amigos de suas verdades. Mas, não serão certamente, pensadores dogmaticos. Deve-se renunciar ao mau gosto de querer estar de acordo com um grande número de pessoas. O que é bom para mim, não é bom para o paladar do vizinho. E como poderia haver um 'bem comum'? Esta frase encerra uma contradição. O que pode ser desfrutado em comum é sempre coisa de baixa definição, de poico valor. Enfim, as grandes coisas estão reservadas para os g randes espíritos, os abismos para os espíritos profundos; as delicadezas e calafrios reservados aos refinados, numa palavra: as raridades para os raros.







44

Depois de tudo que disse terei necessidade de dizer que também serão espíritos livres os filósofos do porvir, que serão algo mais elevado, radicalmente diferente, que não quer ser nem desconhecido nem confundido? Ao dizer isso me snto obrigado com eles e conosco, espíritos livres, que somos seusmensageiros e precursores, a afastar deles e de nós um velho e estúpido preconceito, um mal-entendido absurdo que nublou durante muito tempo a noção de espírito livre. Para falar sem meias palavras, são niveladores desses que se chamam erroneamente 'livre-pnesadores', escravos a serviço do gosto democrático, homens privos de solidão, de uma solidão que lhes seja própria, são, enfim, ridiculamente superficiais, sobretudo por sua tendência fundamental de ver nas formas da antigüidade a causa de toda a miséria humana. Sua aspiraçã é a felicidade do rebanho, as verdes pastagens, a segurança e o bem-estar. As duas cantilenas que repetem até o cansaço são 'a igualdade dos direitos' e a 'compaixão relativamente a todo ser que sofre'; consideram que o sofrimento é algo que deve ser exterminado. Nós vemos as coisas a partir de um ponto de vista oposto a este, e nosso espírito está aberto diante deste problema: em que condições e em que forma a planta humana desenvolveu-se3 mais vigorosamente até agora? Acreditamos que isto se produziu sempre em condições completamente opostas, que foi necessário que o perigo que acicata a vida humana crescesse até a enormidade. Acreditamos que a insensibilidade, o perigo, a escravidão, que se encontra sempre na rua e nos corações, a clandestinidade, a austeridade, toda classe de bruxarias, tudo o que é mau, terrível, tirânico, tudo que existe no homem de animal predador ou de reptil, é da mesma forma que seu oposto, útil para elevar o nível da espécie humana. E com isto não dizemos o bastante; o que devemos dizer e calar aqui nos coloca contra a teologia moderna e contra todos os desejos do rebanho. E que há de surpreendente se nós, 'espíritos livres', somos infimamente comunicativos? Se nós, em nenhuma forma e nem sob nenhum aspecto, não nos preocupamos em descobrir de que o espirito deve livrar-se e ao que deve lançar-se depois? E quanto à formula que implica grande risco: 'além do bem e do mal', tem utilidade para nós pelo menos para indicar que somos algo distinto dos livre-pensadores, ainda que se os designe em francês, italiano ou alemão, segundo o gosto desses extravagantes defensores das 'idéias modernas' tendo estado em muitas paragens do espírito, como em casa ou em hospedagem, fugido sempre dos redutos obscuros e agradáveis em que preferências e preconceitos, juventude, origem, acaso de homens e livros ou mesmo fadigas de peregrinações pareciam reter-nos, cheios de malícia face às atrações da dependência, nós, nós temos afastado o servilismo implicado pelas honras, dinheiro, cargos públicos ou aberração dos sentidos, com certo agradecimento à desgraça e às enfermidades; agradecidos a Deus, ao diabo, à ovelha e ao inseto que se reúnem em nós, com uma curiosidade que raia à enfermidade. Investigamos até à crueldade, dispostos a encher nossas mãos com aquilo que repugna aos estômagos capazes de digerir as coisas mais indigestas, capazes de todos os misteres que requeiram astúcia, penetração e sentidos aguçados, dispostos a todos os perigos - graças a um excesso de 'livre arbítrio' - ricos em primeiros planos e em segundas intenções que ninguem perscruta até o fundo, ocultos por sob mantos de luz, conquistadores assemelhados, contudo, a herdeiros e dissipadores, coordenadores e colecionadores incessantes, avaros de nossas riquezas e gavetas trasnbordantes, destros para saber distinguir entre o que aprender e o que esquecer, inventores de esquemas, por vezes orgulhosos deles, or vezes pedantes, por vezes formigas laboriosas dia e noite e, quando necessário, espantalhos (e é preciso sê-lo, pelo menos na medida em que a solidão é nossa amiga amigos inatos, jurados e zelozos de nossa própria e profunda solidão, da meia-noite e do meio-dia). Ante vossos olhos a espécie de homens que somos, espíritos livres... vós, a quem vejo chegar, vós, novos filósofos... tereis, talvez, um pouco de nós."

Fonte:
NIETZSCHE, Friedrich. Além do bem e do mal, ou prelúdio de uma filosofia do futuro.
Quadro: Reflection (self portrait) Lucien Freud, 1985.

Glória e Eternidade

1.
Quanto tempo já, te assentas
sobre o teu infortúnio?
Atenção! Ainda chocarás
um ovo,
um ovo de basilisco
Da tua longa desgraça.

O que faz Zaratustra, pé ante pé ao longo da montanha? -

Desconfiado, ulcerado, sombrio
um espreitante distanet - ,
mas de repente, um raio,
claro, terrível, um golpe
contra o céu, vindo do abismo:
- até a montanha sente tremer
sua entranha...

Onde o ódio e o raio
eram unos, uma praga -
sobre as montanhas agora mora a fúria de Zaratustra,
numa nuvem borrascosa ele disfarça seu caminho.

Que se esconda, o que tiver uma últma coberta!
À cama com vocês, seus frágeis!
Agora os trovões rolam sobre as abóbadas,
agora treme o que é vigamento e muro,
agora estremecem raios e verdades cinza-sulfúreas -
Zaratustra pragueja...

2.
Essa moeda, com a qual
todo mundo paga,
glória -
só com luvas é que toco essa moeda,
com asco a pisoteio debaixo de mim.

Quem quer ser pago?
Os que podem ser comprados...
Quem está à venda, agarra
com mãos sebosas,
buscando o latão blim-bão da glória mundana!

- Queres comprá-los?
Eles podem ser todos comprados.
Mas ofereça muito!
tilitante a bolsa, com força!
- pois senão tu os fortaleces
fortaleces senão a sua virtude...

Todos eles são virtuosos.
Glória, e a virtude da vitória - isso até rima.
Enquanto o mundo viver,
a virtude-tagarela paga
com glória-sem-taramela -
e o mundo vive dessa balbúrdia...

Ante todos os virtuosos
quero ser culpado,
ser chamado culpado de toda grande culpa!
Ante todos os juízes provisórios da glória
minha ambição se tornará verme -
pois entre tipos assim faço gosto
em ser o mais vil...
Essa moeda, com a qual
todo mundo paga,
glória -
só com luvas é que toco essa moeda,
com asco a pisoteio debaixo de mim.

3.
Silêncio! -
Sobre grandes coisas - eu vejo coisas grandes! -
a gente deve calar
ou falar grande:
fale grande, minha sabedoria encantada!

Eu olho para o alto -
lá rolam mares de luz:
- oh noite, oh silêncio, oh balbúrdia mortalmente silenciosa!...
Eu vejo u sinal -
da distância mais distante
uma constelação se inclina, lentamente cintilante, até mim...

4.
Mais alto astro do ser!
Quadro de obras plásticas eternas!
Tu vens até mim? -
Aquilo que ninguém vislumbrou
a tua beleza muda -
como? ela não foge aos meus olhares?

Placa da necessidade!
Quadro de obras plásticas eternas!
- mas tu sabes muito bem:
o que todos odeiam,
o que só eu amo,
que tu és enterno!
que tu és necessário!
Meu amor se acende
eternamente apenas nas necessidade.

Placa da necessidade!
Mais alto astro do ser!
- que não é alcançado or nenhum desejo,
que não é manchado por nenhum não,
sim eterno do ser,
sou teu sim eterno:
pois eu te amo, oh eternidade! - "

NIETZSCHE, Friedrich. Ecce Homo.

terça-feira, 18 de março de 2008

DO ALTO DOS MONTES

Oh! Meio dia da vida! Época solene!
Oh! jardim de estio!
Beatitude inquieta da ansiedade na espera:
espero meus amigos, noite e dia,
onde estais, amigos meus?
Vinde! É tempo, é tempo!

Não é por vós que o gelo cinzento
hoje se adorna com rosas?
A vós procura o rio,
suspensos nos céus ventos e nuvens se alevantam
para observar vossa chegada.
competindo com o mais sublime vôo dos pássaros.

No meu santuário coloquei a mesa:
Quem vive mais próximo das estrelas
e das horríveis profundezas do abismo?
Que reino mais extenso que o meu?
E do mel, daquele que é meu, que sentiu seu fino aroma?

Aqui estais, finalmente, meus amigos!
Ai! não é a mim que procurais?
Hesitais, mostrais surpresa?
Insultai-me é melhor! Eu não sou mais eu?
Mudei de mão, de rosto, de andar?
O que eu era, amigos, acaso não mais sou?

Tornei-me, talvez, outro?
Estranho a mim mesmo? De mim mesmo, fugido?
Lutador que muitas vezes venceu a si mesmo?
Que muitas vezes lutou contra a própria força,
ferido, paralisado pelas vitórias contra si mesmo?

Porventura não procurei os mais ásperos ventos
e aprendi a viver onde ninguém habita,
nos desertos onde impera o urso polar?
Não esqueci a Deus e ao homem, blasfêmias e orações?
Tornei-me um fantasma das geleiras.

Oh! meus velhos amigos, vossos rostos
empalidecem de imediato,
transtornados de ternura e espanto!
Andai, sem rancor! Não podeis demorar aqui!
Não é para vós este país de geleiras e rochas!
Aqui é preciso ser caçador e antílope!

Converti-me em caçador cruel. Vede meu arco:
a tensão de sua corda!
Apenas o mais forte poderá arremessar tal dardo.
Mas não há nenhuma seta mortal como esta.
Afastai-vos, se tendes amor à vossa vida!

Fugis de mim!? Oh, coração, quanto sofreste!
E entretanto, tua esperança ainda se mantém firme!
Abre tuas portas a novos amigos,
renuncia aos antigos e às lembranças!
Fostes jovem? - Pois agora és mais e com mais brio.

Quem pode decifrar os signos apagados,
do laço que une com u'a mesma esperança?
Signos que em outros tempos escreveu o amor,
que luzem como velho pergaminho queimado
que se teme tocar, como ele, queimado e enegrecido!

Basta de amigos! Como chamá-los?
Fantasmas de amigos! Que de noite,
tentam ainda meu coração e minha janela
e me olham sussurrando:
"Somos nós!"
Oh" Ressequidas palavras, um dia fragrantes como rosas!

Sonhos juvenis tão cheios de ilusão,
aos quais buscava no impulso de minh'alma,
agora os vejo envelhecidos!
Apenas os que sabem mudar são os de minha linhagem.

Oh! Meio dia da vida! Oh! segunda juventude!
Oh! jardim de estio!
Beatitude inquieta na ansiedade da espera!
Os amigos esperam, dia e noite, os novos amigos.
Vinde! É tempo! É tempo!

O hino antigo cessou de soar,
O doce grito do desejo expira em meus lábios.
Na hora fatídica apareceu um encantador,
o amigo do pleno meio-dia.
Não, não me pergunteis quem é?
ao meio-dia, o que era um, dividiu-se em dois.

Celebremos, seguros de u'a mesma vitória,
a festa das festas!
Zaratustra está ali, o amigo,
o hospede dos hóspedes!
O mundo ri, o odioso véu cai,
E eis que a luz se casa com a misteriosa,
subjugadora Noite.

NIETZSCHE, Friedrich Wilhelm. Além do bem e do mal, ou prelúdo de uma filosofia do futuro.

quinta-feira, 13 de março de 2008

Lugar-sertão: a peleja do Diabo com o dono do céu

Para um autor como Guimarães Rosa, no contexto dos 50 anos de Grande Sertão: Veredas, é clichê refletir o autor e sua obra. Essa relfexão não deve se dar apenas enquanto espelho de seu povo, como o diria Darcy Ribeiro sobre o papel dos artistas latino-americanos. Deve-se compreender Rosa à luz da realidade do século 21. A imagem projetada de seu sertão, muito mais do que situado entre o eterno jogo "realidade-ficção", sua proposta de "ler o mundo" e suas técnicas narrativas, pode ser visto como um convite aos escritores de hoje.
Guimarães Rosa propôs pensar não somente a periferia, mas o "não-centro". O autor convida, hoje, a pensar a periferia que se situa longe ou em contraparte dos centros. Pensar o "hoje", significa pensar um contexto de vários centros. As periferias não tocam os centros. Os "outros" se repelem.
Há quem diga que lugar-sertão se divulga, nos crespos do homem, lugar-sertão é dentro da gente e, ainda, que o sertão está em toda parte, lugar que se divulga, nos campos gerais, "a fora, a dentro". O sertão, como bem o disera Guimarães Rosa, é isso, um lugar me que "O senhor tolere, isso é o sertão. Uns querem que não seja: que situado sertão é por os campos-gerais a fora a dentro, eles dizem, fim de rumo, terras altas, demais do Urucuia. Toleima, para os de Corinto e de Curvelo, então, o aqui não é dito sertão? Ah, que tem maior! Lugar sertão se divulga: é onde os pastos carecem de fechos; onde um pode torar dez, quinze léguas, sem topar com casa de morador; e onde criminoso vive seu cristo-jesus, arredado do arrocho de autoridade".
O sertão é isso, nas palavras de João Guimarães Rosa, esse lugar do tamanho do mundo, esse lugar dentro da gente, em toda parte; esse lugar que Rosa, como tantos outros, salvou do ocaso movido pelas capitais culturais daqui e d'alhures. Um lugar-centro. 2006, dentre muitos outros cinqüentenários, como o ponta-pé inicial para a construção da nova Capital Federal, Brasília, comemora-se também esses lançamentos de Grande Sertão: Veredas, e Corpo de Baile, de Rosa.
Um Grande Setão, de jagunços, de guerras, guerrilhas, de pazes negociadas, de pazes articuladas. Alguma semelhança com o hoje de várias periferias? Um Grande Sertão que se divulga o amor, a morte, o temor, o desejo do amor... o medo do amor; o Diabo dançando no meio da rua, dançando no meio do redemoinho, e Deus se economizando no milhagre. No sertão vem tudo e todos, vem homem humano, vem mar, vem mundo mundão, vem lei, vem reza, vem guerra, vem paz. No sertão vem o nada, vem o tudo, homem humano mesmo, jagunço, sertanejo, catrumano, homem-humano. O sertão dentro dele. Nele se vê de tudo, Rosa: vereda de espinho, Riobaldo no encrave de seu espinho Diadorim, espinho de amor, de querer e de dor. Quantos "Diadorins" e "Riobaldos" existem nos "Joãos", "Marias" dos dias da cidade.
O sertão é tudo. O sertão é a periferia do Brasil, dentre muitas outras periferias, quais o cerrado, o agreste, os povos do norte. Rosa fora enfático ao colocar as seguintes palavras na voz de Riobaldo: "Ah, tempo de jagunço tinha mesmo de acabar, cidade acaba com o sertão". Nota-se, em trechos do Grande Sertão, e de outras obras de Rosa, a adequação do jagunço ao meio cotidiano. Jagunço que vai à cidade sem usar gibão, sem usar sua veste de couro, por vergonha, por receio de parecer beócio, catrumano, jagunço. Além, é claro, das constantes tentativas de se politizar, ao modo da civilização, o sertão, de se levar a lei da cidade para o jagunço, de se desarraigar a lei jagunça, como acontecera também ao sertanejo de Euclides.
Cabe uma comparação da exclusão do sertão com a mesma que ocorre dentro dos grandes centros urbanos. Aual a forma com que os centros vão se aglomerando em pequenos grupos elitizados, e dentro destes centros, empurrando, cuspindo as grandes minorias para as margens, as beiradas das cidades. Os grandes centros também empurram o sertão, o sertanejo, o cerrado, e todas as oturas minorias dese mundo. As periferias aprenderam a olhar para o centro. Os centros débeis, através de sua mídia (metáfora de seus olhos), não conseguem olhar para a periferia e seus acontecimentos sem espetacularizá-los. Como as periferias dos grandes centros, que desenvolvem seus próprios governos, suas próprias leis, a periferia do país também desenvolve as suas realidades.
O sertão tem a sua própria lei, além da lei de Deus. Lembre-se como exemplo, a cena em que se julga o jagunço Zé Bebelo que, como paga, é deportado para o Estado de Goiás, e não morto. Traição, no sertão, se paga com morte, o ferro com o ferro se fere e ao fogo se queima. O sertão tem sua própria lei, é o lugar "onde manda quem é forte, com as astúcias. E Deus mesmo, quando vier, que venha armado! E bala é um pedacinhozinho de metal..."
O sertão é isso, a periferia do mundo grande. A cidade grande tem mesmo que acabar cm o mundo arcaico, e a cultura do sertão, se não vai pra cidade, recua pra periferia, recuando, se acuando. Tempo de sertão tinha de ac a ba r. Tinha? Tinha não, porque o Diabo do sertão, enquanto tiver sertanejo lá, com o pé no chão, seguindo a sua lei, peleja, vai pelejar, na sua peleja com o Dono do céu. Quem é o dono do céu? O que monopoliza e possui a hegemonia sobre o discurso da sociedade, ou o que elabora atualmente e em algumas periferias o discurso que possui potencial de centralização.
As veredas são periferias e, ao mesmo tempo, anti-centros do sertão. Os vetores estão opostos. Essa é a lição de Rosa em seu Grande Sertão aniversariante. Dizia-se que os "outros" se repelem. Porém, a alteridade mais repelida é a que mais tenta se aproximar. Seja pela violência, como o disse Glauber Rocha em 1965, seja pela sua paixão por não desejar viver na situação em que se está: na periferia de centros. A periferia olha o centro com outros olhos. Não é como o centro olha a periferia. O véu que encobre a periferia para o centro, e para a classe média que compartilha os meios, também encobre o diverso e seus diversos modos de olhar.
A periferia - descobriu Rosa assim como é pedido que se descubra hoja - não tem lugar: é sertão, é vila, é favela. É sul do sul, e sl do norte. Política das vozes. Até que as vozes se coloquem no lugar. Possivelmente, hoje, Guimarães Rosa diria: "agora, mais do que antes, tudo é mais sertão".

Josué Borges e Pablo Gobira
Publicado n'O Cometa Itabirano, nº 305, maio de 2006

domingo, 9 de março de 2008

Máximamente

Minha existência é um grave acidente para a humanidade, eu nasci com o dom de causar consequências.

quinta-feira, 6 de março de 2008

Vozes que nos falam

A Voz do Demônio

Todas as Bíblias ou códigos sagrados têm sido a causa dos seguintes erros:
1. Que o Homem possui dois princípios reais de existência: um Corpo & uma Alma.
2.Que a energia, denominada Mal, provém unicamente do Corpo; E a razão, denominada Bem, deriva tão-somente da Alma.
3.Que Deus atormentará o Homem pela Eternidade por haver imantado suas Energias.
Mas, por outro lado, são verdadeiros os seguintes Contrários:
1.O Homem não tem um corpo distinto da Alma, pois aquilo que denominamos Corpo não passa de uma parte de Alma discernida pelos cinco sentidos, seus princípios umbrais nestes tempos.
2.Energia é a única força vital e emana do Corpo. A Razão é a fronteira ou o perímetro circunfeérico da Energia.
3. Energia é Eterna Delícia."

(William Blake)